quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

“Saiam de perto do Capitão Urias, para que seja ferido e morra!”


Sol causticante, nervos à flor da pele. Mais uma batalha sangrenta está prestes a começar. Os inimigos avançam com suas traições. Muitos soldados temem o pior todavia, ao enxergarem aquele capitão, revigoram suas forças e crêem na vitória, afinal, ele era um dos trinta e três heróis pelos maiores feitos militares já demonstrados. Urias é seu nome. Não houve um desafio sequer que ele não tenha enfrentando por amor ao seu Deus e ao seu povo.

Quando a batalha inicia-se e se intensifica, um mensageiro chega ofegante trazendo ao General Joabe uma carta destinada à Urias. Ele lê a carta e se assusta com seu teor. Não acredita no que lê. O seu fiel Capitão e amigo pessoal deve ser executado mas, de forma discreta, sem que chame a atenção para os reais propósitos que motivavam seu assassinato. O que teria feito contra sua Majestade aquele valoroso homem para merecer tal fim?

No dia anterior, ele havia sido convocado pelo Rei para gozar de alguns dias de folga e se alegrar no seio de sua família, deleitar-se com sua jovem e linda esposa Bate-Seba. E surpreendentemente, ele recusa. Alega não poder se dar ao luxo aos deleites enquanto seus companheiros estavam em pleno campo sangrento defendendo seu território, sua pátria, seu povo, seu Rei. Mesmo tendo conseguido embriagá-lo, o Rei não conseguiu persuadi-lo. Encolerizado por não poder se desfazer com estratégias “decentes”, ele apela para o recurso último dos covardes, a violência encoberta, a traição velada, o atestado de insanidade moral.

“Ponde a Urias na frente da maior força da peleja, e retirai-vos de detrás dele, para que seja ferido e morra”(I Sm. 11:15) era a recompensa para tantos anos de demonstração de lealdade e coragem a um dos grandes Heróis de Israel. E o mais surpreendente é que tal ‘prêmio’ havia sido dado por outro Herói, admirado por seu povo. Davi, aquele que ascendeu de humilde pastor de ovelhas à Comandante em Chefe das Forças de Legionárias de Israel. Que tanto lutou ao lado de quem agora desejava a morte, do seu fiel capitão.

“Temos uma nova estratégia de batalha, Cap. Urias!”, vocifera o General Joab. “Leve os soldados para destruir as fileiras dos inimigos naquela direção. Contarás com o apoio deste agrupamento.” “Sim, Senhor meu General, Joabe!”, aceita as ordens Urias em sua costumeira obediência. Enquanto ele avança, em sua missão, e derruba inimigos um após outro, vai percebendo que seus “amigos” vão recuando, e recuando...o coração aperta porque ele percebe nos olhos e na ação dos seus amigos algo que ele só enxergava nos inimigos, enquanto se ver cercado de inimigos que dando um golpe atrás do outro e entre os golfes de sangue, ele divisa os olhos distantes, dos que ele tanto defendeu e amou...abaixarem-se ante a confusão e a vergonha de cumprirem uma ordem tão absurda. O coração é atravessado pela última espada entre dezenas e o grande herói deixa a Eretz Israel, que tanto amou, assassinado pelo seu próprio exército, só que através da espada inimiga, por ordem de um Rei que ele tanto amava e agora, iria desfrutar do amor de sua esposa ora viúva.

Os dias que vivemos não são diferentes. Sentimos um frio pela espinha a cada vez que nos aproximamos de batalhas decisivas e em nossa ingênuidade, cremos que todos os nossos amigos estarão conosco no ápice da guerra, no clímax da batalha. E começamos a perceber um a um afastarem-se...e começamos a perceber o sorriso dos inimigos que constatam tanto quanto nós, que estamos ficando sozinhos, abandonados até por quem esperávamos que nos defendesse visto que a guerra inicialmente, era mais deles do que nossa. Feridos, já começamos a sentir um gostinho de sangue na boca, um cheiro fétido de traição no ar, um aperto de angústia na alma, não pela força do inimigo mas, pelo recuo dos amigos...o abandono.

Tão terrível isso significa que até o próprio Jesus veio a clamar em agonia “Porque me abandonastes?” Até que ponto o Rei do nosso Ego nos obrigará a destruir os que amamos, os que nos defendem e dão suas vidas por nós? Que tipo de soldados estamos sendo nesta guerra quando temos coragem para alianças com inimigos e ignoramos os que querem nosso bem? Por qual motivo mesmo você deixará Urias morrer?

Urias também pode significar este sentimento bom dentro de você, a própria lealdade aos princípios eternos de Deus. A pureza e simplicidade do Evangelho, cuja modernidade conspira contra ela. Urias é sua capacidade de perdoar, de amar, de doar-se a si mesmo pelos outros sem querer nada em troca, que para a Carnalidade, precisa morrer e já! Mas, é isso que você realmente quer? Finalmente reponda, o que você fará com Urias, com o Urias dentro de você?

Ricardo Ribeiro de França
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